Transição energética e engenharia elétrica: como o Eplan apoia a infraestrutura do futuro
Transição energética e engenharia elétrica: como o Eplan apoia a infraestrutura do futuro1
O gargalo que ninguém está discutindo1
Dois ecossistemas, uma plataforma2
Redes elétricas: o gêmeo digital da subestação2
Energia eólica: 80% dos maiores fabricantes confiam no Eplan3
Energia solar, armazenamento e recarga: escalando onde o gargalo aparece mais rápido3
O fluxo de trabalho completo para projetos de energia4
Colaboração na cadeia de valor: do operador ao construtor de painéis4
O gargalo que ninguém está discutindo
Quando se fala em transição energética, a conversa costuma girar em torno de tecnologia e financiamento: painéis solares mais baratos, turbinas mais eficientes, baterias de nova geração, incentivos governamentais.
O que raramente entra na pauta é a engenharia elétrica que sustenta tudo isso.
Cada subestação modernizada exige projetos elétricos detalhados. Cada parque eólico tem dezenas de turbinas com esquemas elétricos complexos. Cada sistema de armazenamento de energia precisa de engenharia padronizada para ser produzido em escala. Cada estação de recarga de veículos elétricos tem suas especificações de circuito, proteção e comunicação.
Enquanto a demanda por projetos elétricos no setor de energia cresce aceleradamente, o número de engenheiros qualificados cresce muito mais devagar — e os processos de engenharia da maioria das empresas ainda operam da mesma forma de décadas atrás.
Esse é o gargalo real da transição energética. E é exatamente onde o Eplan atua.
Dois ecossistemas, uma plataforma
O Eplan atua no setor de energia em dois grandes grupos que, juntos, cobrem toda a cadeia de valor da transição:
Operadores de rede — as empresas responsáveis pela transmissão e distribuição de energia elétrica (TSOs e DSOs). Precisam expandir, modernizar e digitalizar redes para absorver geração renovável e garantir estabilidade em um sistema cada vez mais complexo e bidirecional.
Sistemas descentralizados de energia — geração renovável (eólica, solar), armazenamento por bateria, infraestrutura de recarga para veículos elétricos e gestão energética em edifícios. Fabricantes e integradores precisam de engenharia eficiente para escalar a produção e atender uma demanda que cresce mais rápido do que a contratação de especialistas.
A Plataforma Eplan conecta esses dois mundos com um ecossistema integrado — do pré-planejamento à operação em campo.
Redes elétricas: o gêmeo digital da subestação
A modernização das redes elétricas passa inevitavelmente pelas subestações — os pontos que conectam diferentes níveis de tensão e integram fontes renováveis ao sistema. Historicamente, cada subestação é planejada como um projeto único: um processo lento, caro e impossível de escalar na velocidade que a transição exige.
Operadores de rede ao redor do mundo estão mudando essa lógica com o Eplan.
A naturenergie netze GmbH, operadora de rede na Alemanha, adotou uma abordagem inspirada na construção de máquinas especiais: em vez de projetar cada subestação do zero, utiliza dois modelos padronizados como base para criar variações. O gêmeo digital — construído com Eplan Electric P8 e Eplan Pro Panel — torna isso possível.
O denominador comum: todos buscavam sair do modelo "projeto único, do zero" e migrar para uma engenharia padronizada, replicável e baseada em dados consistentes.
Energia eólica: 80% dos maiores fabricantes confiam no Eplan
Uma turbina eólica é um sistema de engenharia elétrica de alta complexidade. Gerador, conversor de frequência, sistema de controle de passo e guinada, transformador, conexão à rede — tudo integrado dentro de uma nacele no topo de uma torre de dezenas de metros. E cada projeto precisa ser adaptado para diferentes condições de vento, regulamentações locais e requisitos de rede.
80% dos 20 maiores fabricantes de turbinas eólicas do mundo utilizam soluções Eplan.
A Enercon, um dos maiores fabricantes globais, opera com cerca de 40 desenvolvedores em múltiplos sites realizando engenharia colaborativa baseada em nuvem com o Eplan — e relata alta satisfação com a infraestrutura, operação e responsividade da plataforma.
O ciclo de vida de um parque eólico — do desenvolvimento e engenharia à fabricação de componentes, instalação, comissionamento e operação — demanda consistência de dados em cada fase. O Eplan cobre esse ciclo de ponta a ponta: do Preplanning (planejamento conceitual do parque) ao Electric P8 (esquemas detalhados de cada turbina e subestação coletora), Pro Panel (painéis de controle e proteção) e Harness proD (cabeamento da nacele e da torre).
Energia solar, armazenamento e recarga: escalando onde o gargalo aparece mais rápido
O segmento fotovoltaico vive um paradoxo: a demanda por sistemas solares explodiu, mas muitas empresas não conseguem processar os pedidos com rapidez suficiente por falta de pessoal qualificado.
Com o Eplan, diagramas de circuito para inversores, sistemas de armazenamento e infraestrutura de conexão à rede podem ser gerados de forma padronizada e, em muitos casos, automatizada com o Eplan eBuild (Automated Project Generation). A produção de gabinetes é acelerada com o Eplan Smart Production, que guia operadores — inclusive os menos experientes — através da montagem e fiação com instruções visuais passo a passo.
Para infraestrutura de recarga de veículos elétricos, o ganho é na velocidade de projeto e na consistência de documentação. O Eplan permite criar com eficiência diagramas de circuito complexos — com geração automática de diagramas de terminais, esquemas e listas de materiais, economizando tempo e reduzindo potenciais fontes de erro.
Sistemas de armazenamento por bateria — essenciais para equilibrar oferta e demanda em redes com alta penetração de renováveis — também se beneficiam. A combinação Eplan + Rittal reduz custos de produção com padronização de parâmetros técnicos, componentes e processos. O conceito modular de gabinetes Rittal disponível em estoque globalmente garante uma cadeia de suprimentos confiável mesmo em projetos de alta demanda.
👉 Leia mais: Geração automática de projetos elétricos: como o Eplan eBuild transforma horas em minutos
O fluxo de trabalho completo para projetos de energia
O que diferencia o Eplan no setor de energia não é apenas o software isolado — é a continuidade de dados ao longo de todo o ciclo de vida do projeto:
Pré-planejamento — captura estruturada de P&IDs, fluxogramas de processo, listas de equipamentos e estruturas hierárquicas, incluindo níveis de tensão, campos de medição e sistemas de proteção e controle.
Engenharia detalhada — esquema elétrico como banco de dados estruturado, com o Pacote de Indústrias para Energia: templates baseados na norma RDS-PS (ISO 81346-10), macros para ramais de média e baixa tensão e um projeto de referência completo de subestação secundária compacta.
Layout 3D e gêmeo digital — modelo 3D do painel com posicionamento de componentes, roteamento de conexões, análise térmica e geração automática de dados de fabricação, integrado aos configuradores Rittal.
Fabricação automatizada — dados do gêmeo digital alimentando diretamente as máquinas Rittal Automation Systems: usinagem de gabinetes, corte de trilhos e calhas, produção automatizada de fios com corte, crimpagem e etiquetagem.
Montagem guiada — operador no chão de fábrica recebendo instruções passo a passo com visualização 3D, com rastreabilidade completa de cada etapa.
Operação e serviço em campo — documentação completa acessível via nuvem com um QR code no gabinete, permitindo que o técnico de campo trabalhe com a mesma base de dados do engenheiro que projetou o sistema.
Colaboração na cadeia de valor: do operador ao construtor de painéis
Um projeto de subestação envolve múltiplos participantes: o operador de rede que define os requisitos, o integrador EPC que executa o projeto turn-key, os fabricantes de equipamentos que fornecem transformadores e painéis de proteção, e os construtores de painéis que montam os gabinetes de controle. Cada um com uma parte do projeto — e todos precisando trabalhar sobre a mesma base de dados.
Os Eplan Collaboration Apps resolvem essa necessidade:
- eManage — upload, gerenciamento e compartilhamento seguro de projetos na nuvem, com controle de versão;
- eView — acesso à documentação pelo navegador sem necessidade de licença, com redlining para solicitações de alteração;
- eStock — gestão centralizada de artigos para garantir que todos trabalhem com os mesmos dados de componentes.
Para o setor de energia, onde a infraestrutura é classificada como crítica, a segurança dos dados é não negociável. As soluções cloud do Eplan possuem certificação ISO 27001 e atendem aos requisitos de infraestrutura crítica.
Perguntas frequentes sobre Eplan no setor de energia
O Eplan oferece suporte a normas específicas do setor de energia?
Sim. O Pacote de Indústrias para Energia inclui templates baseados na norma RDS-PS (ISO 81346-10), amplamente utilizada em projetos de subestações e sistemas de energia. O pacote também inclui macros padronizadas e um projeto de referência completo de subestação secundária compacta.
O Eplan é indicado para distribuidoras e operadores de rede brasileiros?
Sim. A plataforma suporta normas internacionais IEC e ISO, possui dados de componentes de fabricantes globais e nacionais no Data Portal — incluindo WEG e Tramontina Elétrica — e oferece treinamentos específicos para o setor de energia, incluindo o Energy Design Essentials, disponível em português.
Como o Eplan ajuda fabricantes de sistemas solares e de armazenamento a escalar?
Por meio da geração automatizada de projetos com o eBuild, que permite criar esquemas elétricos padronizados para diferentes configurações de sistemas com alta velocidade. Integrado ao Smart Production, o processo vai do projeto à montagem guiada sem ruptura de dados.
Empresas menores do setor de energia também se beneficiam?
Sim. Integradores de sistemas, construtores de painéis para o setor elétrico e fabricantes de equipamentos de médio porte têm retorno expressivo — especialmente com a padronização de projetos, geração automática de documentação e aceleração do processo produtivo.
O papel do Eplan na transição energética brasileira
O Brasil vive sua própria versão da transição energética. A matriz elétrica já é predominantemente renovável, mas a expansão da geração distribuída — especialmente solar fotovoltaica —, a modernização das redes de distribuição, o crescimento da infraestrutura de recarga para veículos elétricos e os investimentos em armazenamento de energia criam uma demanda crescente por engenharia elétrica eficiente e padronizada.
Distribuidoras precisam modernizar subestações para absorver geração bidirecional. Fabricantes de inversores e sistemas de armazenamento precisam escalar a produção. Integradores precisam entregar projetos com velocidade e qualidade. Construtores de painéis precisam atender uma demanda crescente sem aumentar proporcionalmente o quadro de engenheiros.
A Plataforma Eplan oferece as mesmas ferramentas e metodologias que já estão transformando o setor de energia na Europa e no mundo — adaptáveis à realidade brasileira, com suporte local, treinamentos em português e dados de fabricantes nacionais integrados.