De 7 para 3 dias: como a Santec Automação reduziu o tempo de projeto com o Eplan

Quando a Santec Automação começou a crescer — expandindo de um nicho especializado em despoeiramento e transporte pneumático para atender indústrias de vários segmentos, incluindo o setor farmacêutico —, o processo de projeto que funcionava antes começou a travar.

Não era falta de competência técnica. Era falta de estrutura para escalar.

Projetos multidisciplinares, complexos, com muitas folhas e muitos revisores. Dados gerados manualmente em ferramentas CAD. Cada projetista com seu próprio padrão. Referências cruzadas, anilhas e tags feitos à mão. E, no final, um produto que chegava ao cliente cheio de revisões — não por erro de engenharia, mas por falta de consistência no processo.

A decisão de implementar o Eplan foi a resposta a esse gargalo. O resultado: projetos que levavam sete dias passaram a ser concluídos em três.

Quem é a Santec Automação

Fundada em 1997, a Santec Automação chega a 25 anos de mercado com uma trajetória de expansão consistente. Começou com foco em despoeiramento e transporte pneumático — segmento onde ainda mantém uma linha de produtos de fabricação própria — e foi ampliando sua atuação para atender a indústria de forma geral.

Hoje, a empresa tem presença significativa no setor farmacêutico e atua em múltiplos ramos industriais, entregando projetos que combinam automação, engenharia elétrica e instrumentação em uma abordagem multidisciplinar.

Esse crescimento foi exatamente o que tornou o processo anterior insustentável.

O problema: crescimento sem padronização

Projetos da Santec são complexos por natureza. O fluxo típico começa no diagrama P&ID, avança para os esquemas elétricos, passa pela geração de layout e termina com a documentação completa — lista de peças, diagrama de bornes, todos os entregáveis que o cliente precisa receber.

Fazer tudo isso em ferramentas CAD, com processos manuais, funcionava em uma escala menor. Quando os projetos cresceram em tamanho e volume, os problemas vieram juntos:

Padronização inconsistente. Cada projeto saía com um padrão diferente, variando de acordo com o projetista que o desenvolvia. Sem uma base comum, a documentação era difícil de revisar, transferir ou reutilizar.

Processos manuais que consumiam tempo. Referências cruzadas, anilhas, tags — tudo feito à mão, folha por folha. Em projetos grandes, isso representava horas de trabalho que não agregavam valor técnico.

Inconsistências de dados e revisões em excesso. Com dados gerados manualmente em múltiplas etapas desconectadas, inconsistências eram inevitáveis. O resultado eram ciclos de revisão que atrasavam a entrega e comprometiam a qualidade percebida pelo cliente.

"Antes da chegada do Eplan, a gente começou a ver uma dificuldade grande na parte de padronização dos projetos. Um pouco de referência cruzada, anilhas, o tamanho do projeto, gerar lista de materiais eram muitas folhas e acabava levando um tempo muito grande." — equipe Santec Automação

A decisão: automatizar o processo, não apenas a ferramenta

A Santec não estava buscando apenas um software novo. Estava buscando uma plataforma que automatizasse o processo de engenharia — do pré-planejamento ao layout 3D — e garantisse que os dados fluíssem de forma consistente entre todas as etapas.

A escolha foi pela Plataforma Eplan, implementando quatro módulos de forma integrada:

Eplan Preplanning — para estruturar o pré-planejamento, a instrumentação e os diagramas P&ID que dão origem a cada projeto.

Eplan Electric P8 — para a criação dos esquemas elétricos como banco de dados, não apenas como desenho.

Eplan Pro Panel — para a prototipagem virtual 3D do painel, substituindo o processo anterior em 2D e permitindo visualizar o resultado final antes da fabricação.

Eplan Engineering Configuration — o configurador de projetos que se tornou peça central da padronização. Com os padrões da empresa inseridos no configurador, os esquemas elétricos passaram a ser gerados por perguntas e respostas — automatizando entre 50% e 60% do conteúdo de cada projeto.

Como a implementação aconteceu

A Santec conduziu a implementação de forma estruturada, começando pelos treinamentos online de Eplan Electric P8 e Eplan Pro Panel. À medida que os treinamentos avançavam, os aprendizados eram imediatamente aplicados à configuração do sistema.

O ponto central — e o que mais impactou o resultado — foi o desenvolvimento dos padrões internos da empresa. Uma equipe dedicada assumiu a responsabilidade de configurar o banco de dados, criar as bibliotecas e definir os padrões que seriam usados por todos os projetistas.

"A parte primordial da implementação foi o desenvolvimento dos padrões, porque cada projeto saía com um padrão diferente e variava de acordo com o projetista que estava desenvolvendo." — equipe Santec Automação

Com os padrões definidos e inseridos no Cogineer (Hoje, Eplan Engineering Configuration) , a lógica mudou: em vez de cada projetista construir o projeto do zero com seu próprio critério, o configurador gera automaticamente a estrutura base dos esquemas. O projetista responde perguntas, o sistema entrega os esquemas já padronizados, na posição correta, com o alinhamento definido.

Hoje, cinco pessoas utilizam a plataforma diariamente.

Os resultados na prática

Projetos de 7 dias em 3 - O impacto mais direto da implementação foi no tempo de projeto. Trabalhos que levavam sete dias passaram a ser concluídos em aproximadamente três — uma redução de mais de 50%.

Essa queda não veio de os engenheiros trabalharem mais rápido. Veio de eliminar as tarefas que consumiam tempo sem agregar valor técnico: referências cruzadas manuais, anilhas, tags, reconciliação de dados entre etapas.

"Com a implementação do Eplan, nós vimos que adiantou bastante os projetos. Projetos que demoravam sete dias, por exemplo, hoje a gente faz em três, mais ou menos." — equipe Santec Automação

50 a 60% dos esquemas gerados automaticamente - Com o Eplan Cogineer, a Santec consegue gerar entre 50% e 60% dos esquemas elétricos de cada projeto automaticamente — apenas respondendo perguntas no configurador. O restante do tempo de engenharia é dedicado à revisão do funcionamento, à aplicação específica e às decisões técnicas que realmente exigem expertise.

Padronização real entre todos os projetos - Antes, o padrão do projeto dependia de quem estava projetando. Depois da implementação, todos os projetos saem com o mesmo padrão — independentemente de quem está na frente do software. Isso simplifica revisões, facilita transferência de projetos entre projetistas e melhora a qualidade percebida pelo cliente.

Visualização 3D antes da fabricação - A implementação do Eplan Pro Panel trouxe um ganho que vai além da velocidade: a capacidade de visualizar o painel completo em 3D antes de qualquer peça ser produzida. Verificar posicionamento de componentes, identificar interferências, ver o resultado final — tudo isso agora acontece no ambiente virtual, não na bancada de montagem.

"O que ajudou bastante foi a implementação do 3D nos nossos projetos, que a gente consegue ter uma visão melhor do painel. Como fica o resultado final, se os componentes vão estar bem posicionados sem nenhuma interferência." — equipe Santec Automação

Mais controle para a gestão de engenharia - Do ponto de vista da gestão, a mudança trouxe tranquilidade. Com projetos padronizados e processos mais claros, é possível acompanhar o andamento de cada entrega com mais facilidade — e com maior confiança de que o produto final vai sair com a qualidade esperada.

Mais Rittal, naturalmente - Um efeito colateral positivo da implementação: com o Eplan rodando, a Santec passou a utilizar mais produtos Rittal — aproveitando a integração nativa entre as plataformas para agilizar o projeto de painéis e facilitar o uso dos componentes já com os dados técnicos mapeados.

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O que a Santec mostra para o mercado

O caso da Santec Automação ilustra uma realidade que muitos integradores e fabricantes de painéis reconhecem: o processo de engenharia manual escala até um ponto — e depois começa a travar o crescimento.

Quando os projetos ficam maiores, quando o volume aumenta, quando a equipe cresce, a falta de padronização e a dependência de processos manuais se tornam o gargalo. E o problema não é a competência técnica dos projetistas — é a ausência de uma estrutura que permita replicar qualidade em escala.

A implementação do Eplan resolveu esse problema de forma estruturada: padronização real, automação das tarefas repetitivas e um fluxo de dados que vai do pré-planejamento ao layout 3D sem rupturas.

O resultado de sete dias para três não é um número isolado. É a consequência natural de um processo que parou de desperdiçar tempo com tarefas que o software pode fazer automaticamente.

Conclusão

A Santec Automação não implementou o Eplan para mudar de software. Implementou para mudar de processo.

E essa distinção é o que separa implementações que entregam resultado das que ficam subutilizadas. A plataforma foi adotada como base de dados estruturada — com padrões definidos, configurador calibrado com a realidade da empresa e equipe comprometida desde o início.

O resultado é mensurável: mais da metade do tempo de projeto eliminado, padronização real em todos os entregáveis e uma gestão de engenharia que consegue acompanhar os projetos com mais tranquilidade e confiança na qualidade do que está sendo entregue.

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